Texto: Vinícius Vieira
Foto: Mariângela Viana
A Câmara Municipal do Ipojuca recebeu, nesta terça-feira (25), uma comissão de mães de crianças atendidas pelo Centro Integrado de Desenvolvimento do Autista (CIDA). Elas relataram aos vereadores as consequências da suspensão das terapias oferecidas pela instituição, após decisão judicial que bloqueou recursos provenientes de emendas parlamentares utilizadas para custear as atividades do projeto.
O encontro foi conduzido pelo presidente interino da Câmara, vereador Professor Eduardo, e contou com a presença dos parlamentares Albérico da Cobal, Arley de Curió, Danda Positivo, Irmão Abel, Irmão Genival, Julinho Marinho, Magal Nascimento e Professor Luiz Flávio.
Atualmente, o CIDA atende 97 crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), oferecendo terapias individuais e coletivas, avaliação e reavaliação diagnóstica, além de matriciamento com outras áreas da rede pública de serviços. As verbas de emendas são utilizadas para pagamento de profissionais, aluguel do espaço, deslocamentos para visitas domiciliares, manutenção de equipamentos, entre outros.
As mães relataram que a interrupção dos serviços pode comprometer avanços importantes registrados nas crianças, incluindo melhora na comunicação, socialização, desenvolvimento cognitivo e até na alimentação.
Em resposta, o presidente interino, Professor Eduardo, esclareceu que o bloqueio dos valores não partiu da Câmara e recomendou a CIDA, bem como as famílias, a buscarem orientação jurídica em órgãos como a Defensoria Pública e o Ministério Público, com o objetivo de tentar reverter a decisão. O vereador informou, ainda, que pretende procurar o prefeito do Ipojuca, Carlos Santana, para discutir a possibilidade de a Prefeitura garantir a continuidade dos atendimentos.
“Nos últimos anos, a Câmara destinou praticamente 100% das emendas voltadas para a saúde à causa do autismo, o que demonstra a sensibilidade e a preocupação dos vereadores com o tema”, afirmou Professor Eduardo.
Também participaram da reunião o coordenador técnico do CIDA, Marcos Matos, e a psicóloga clínica da instituição, Vitória Lins. As mães foram representadas por Rayra Thaynara dos Santos e Jéssica Poliana Silva.







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