Câmara do Ipojuca aprova sensores de glicose gratuitos para crianças e adolescentes de baixa renda

Texto: Vinícius Vieira

Foto: Banco de Imagens

Substituir as diárias picadas nos dedos por um monitoramento contínuo e indolor poderá, em breve, ser uma realidade para famílias de Ipojuca. É que a Câmara Municipal aprovou, em plenária realizada nesta quinta (24), o Projeto de Lei nº 121/2026, que institui, no município, o fornecimento gratuito de sensores de medição de glicose para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A autoria da matéria é do Vereador Professor Luiz Flávio.

A gratuidade contemplará pacientes infantojuvenis diagnosticados com Diabetes Mellitus Tipo 1 acompanhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A doença é uma condição autoimune em que o próprio sistema imunológico ataca as células do pâncreas produtoras de insulina, exigindo reposição diária do hormônio e controle constante das taxas de açúcar no sangue. Diferentemente do Diabetes Tipo 2 — relacionado à resistência à insulina associada a fatores metabólicos e estilo de vida — o Tipo 1 surge geralmente na infância ou adolescência.

O benefício abrange o sensor de monitoramento contínuo e, quando necessário ao seu funcionamento, o leitor ou equipamento compatível, permitindo acompanhar os níveis glicêmicos sem perfurações ao longo do dia. O objetivo é diminuir complicações decorrentes da oscilação das taxas glicêmicas (hiperglicemia e hipoglicemia), bem como promover qualidade de vida às crianças e adolescentes beneficiados.

O projeto aprovado prevê que, para ter acesso aos equipamentos, será necessária a apresentação de laudo ou prescrição médica com a indicação clínica. Já a comprovação da vulnerabilidade socioeconômica será detalhada em regulamentação complementar, podendo ser utilizado o Cadastro Único (CadÚnico) para esse fim.

“Tradicionalmente, o acompanhamento da glicemia ocorre por meio de sucessivas punções nas pontas dos dedos ao longo do dia. Para uma criança que necessita realizar esse procedimento diversas vezes diariamente, o tratamento pode representar dor, desconforto e importante impacto em sua rotina familiar, escolar e social”, destacou o vereador Luiz Flávio da Silva na justificativa da proposta.

Após o término da tramitação na Câmara, o texto segue para o Poder Executivo Municipal para ser sancionado e convertido em lei.

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